Após a morte da esposa, Hugues se recolhe em meio às lembranças e aos objetos da falecida que preserva com devoção quase religiosa. A rotina melancólica parece encontrar perfeita correspondência na atmosfera austera de Bruges, conhecida como a "Veneza do Norte". Mas seu luto pacato e melancólico é desestabilizado quando, caminhando pelas ruas da cidade, ele acredita ter reconhecido a mulher perdida no rosto de uma bailarina. A partir desse encontro, a fronteira entre memória, desejo e obsessão começa a se dissolver, conduzindo a narrativa a um desfecho inevitavelmente trágico.